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Airport City Nota editorial 6,8 Google Play 4,1

Negócios e tempo

Airport City

Voos que duram horas reais, uma frota para manter e um terreno à volta da pista que também pede atenção.

Ícone da aplicação Airport City

Ficha técnica

Género
Simulação / Gerenciamento
Programador
Game Insight
Plataforma
Android
Nota no Google Play
4,1
Duração típica de sessão
10 a 25 minutos
Curva de entrada
Exigente — muitos sistemas em paralelo
Modo
Solo com aliança opcional
Funciona sem ligação
Não — requer ligação permanente

Google Play 4,1Nota editorial 6,8

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Um aeroporto que funciona em horas reais

Airport City assenta num ciclo claro: preparar um aparelho, escolher um destino, enviá-lo e esperar. As esperas são longas e medidas em tempo real — há rotas de vários minutos e rotas de várias horas. Enquanto o aparelho está fora, o utilizador ocupa-se do terreno à volta da pista.

Esse terreno é meio jogo à parte. Há terminais, hangares, edifícios de apoio, zonas residenciais para o pessoal e infraestruturas que aumentam a capacidade das pistas. O crescimento da cidade é a condição para desbloquear rotas mais longas, e é aqui que o jogo se aproxima de um simulador urbano clássico.

Avião preto e amarelo personalizado dentro de um hangar em Airport City
Os aparelhos podem ser personalizados, e a frota é o sistema que mais tempo consome.

Frota, destinos e o mapa de rotas

A frota cresce por tipos de aparelho, cada um com alcance e capacidade próprios, e obriga a decidir o que enviar para onde. Um aparelho grande numa rota curta é desperdício de capacidade; um aparelho pequeno numa rota longa simplesmente não chega.

Os destinos abrem-se progressivamente e trazem missões associadas — recolher itens específicos, transportar um número de passageiros, cumprir uma sequência de rotas. É a parte mais bem construída do jogo e a razão pela qual algumas pessoas ficam anos com ele instalado.

Muitos sistemas no mesmo ecrã

O ecrã principal acumula mais indicadores do que qualquer outro título deste catálogo: pista, terminais, missões ativas, aliança, eventos e o estado de cada aparelho. Nos primeiros dias é difícil saber para onde olhar, e o tutorial não resolve o problema — apresenta os sistemas um a um, mas não explica a prioridade entre eles.

Quem persistir acaba por criar uma rotina própria: primeiro os aparelhos que aterraram, depois as missões, depois a construção. Mas essa rotina é aprendida por tentativa, não ensinada.

Mapa de destinos de Airport City com monumentos, pirâmides e balões de ar quente
O mapa de destinos mistura monumentos reconhecíveis e cenários inventados.

Onde a nota 4,1 se explica

É a nota mais baixa do catálogo e não é injusta. Três queixas aparecem de forma consistente e coincidem com o que se observa nos ecrãs: a densidade de informação, a duração das esperas em fases médias e a dependência total de ligação à rede, que interrompe sessões em zonas com cobertura fraca.

Há ainda o peso da aplicação, que é considerável, e tempos de carregamento inicial mais longos do que a média deste catálogo em aparelhos com alguns anos.

Espaço ocupado e aparelhos mais antigos

Airport City é o título mais pesado desta lista, tanto em espaço ocupado como em memória durante a sessão. Em telemóveis com menos de três gigabytes de memória é frequente a aplicação recarregar quando se volta a ela depois de usar outra coisa.

Em aparelhos recentes corre sem problemas e o mapa desliza de forma fluida mesmo com um aeroporto grande.

Para quem gosta de calendários longos

Funciona para quem gosta de planos que se estendem por semanas, de listas de missões e de ver uma frota completa a crescer. Não funciona para quem quer abrir o telemóvel dois minutos numa fila.

Dito de outra forma: é o oposto exato de Tiny Tower, e as duas aplicações convivem bem no mesmo telemóvel precisamente por isso.

Pontos fortes e limites

A favor

  • Sistema de rotas e missões com profundidade real
  • Duas camadas — frota e cidade — que se alimentam uma à outra
  • Personalização de aparelhos com resultado visível

Contra

  • Ecrã principal sobrecarregado de indicadores
  • Esperas muito longas em fases médias
  • Aplicação pesada e lenta a abrir em aparelhos antigos
  • Não funciona sem ligação à rede

Nota da redação

6,8em 10

Recompensa quem lhe der semanas e castiga quem lhe der minutos. O sistema de rotas é excelente; a apresentação é o que baixa a nota.

Apreciação editorial do InputTake, independente da média de 4,1 atribuída pelos utilizadores no Google Play.

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